Como atingir melhores resultados para seu corpo usando a Bioimpedância.

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A complexidade do paciente idoso, geralmente portador de doenças crônicas e usuário de vários medicamentos, faz dele um paciente que requer uma abordagem nutricional individualizada.
Estamos envelhecendo… Dados do último estudo divulgado pelo IBGE mostram que para cada 100 jovens, há 25 idosos no Brasil. O número de brasileiros maiores de 60 anos é de cerca de 17,6 milhões, o que significa dizer que 9,7% da população brasileira é formada por pessoas da terceira idade.
O Brasil está na lista dos 10 países com maior população de pessoas idosas em termos absolutos do mundo. Segundo o IBGE, o País ocupa a oitava colocação, à frente de Itália e França. Os primeiros do ranking são China, Índia, Estados Unidos, Japão, Rússia, Alemanha e Indonésia.
“Já vivemos, em média, 68 anos e precisamos nos adaptar a essa nova fase da vida, que pode ser melhor, quando gozamos de boa saúde. À medida que envelhecemos, nos tornamos mais vulneráveis do ponto de vista nutricional”, alerta o presidente da ABRAN, Associação Brasileira de Nutrologia, Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo.
A primeira implicação nutricional da terceira idade está relacionada às necessidades calóricas. Elas realmente são menores, em média 100 calorias a menos por década de vida. “Para evitar a obesidade ou a desnutrição na terceira idade, o acompanhamento da dieta deve ser feito regularmente pelo médico”, informa o Dr. Nelson Lucif Junior, que também integra a diretoria da ABRAN.
Uma das mais significativas alterações na composição corporal do indivíduo, durante o processo do envelhecimento, é a perda progressiva da massa magra. “Para ter certeza de que tudo está sob controle, o idoso deve fazer um exame de bioimpedância”, afirma o Dr. Durval. Os idosos também sofrem uma perda progressiva de massa muscular e, portanto, de massa magra. A perda de massa muscular é causada por vários fatores, “dentre eles podemos destacar a inatividade física e a progressiva redução da quantidade de alimentos por dia”, explica o médico.
Necessidades especiais
Muitos estudos epidemiológicos mostram a alta incidência de hospitalização de idosos em conseqüência da desidratação. As necessidades de hidratação dos idosos são semelhantes às dos adultos jovens, ou seja, 30ml/kg/dia. “A hidratação é muito importante para pacientes cronicamente enfermos, com dificuldade de acesso à água, principalmente àqueles com perdas extras de líquido pelo uso de diuréticos e laxantes”, afirma o Dr. Nelson Lucif.
O idoso, geralmente, tem maior necessidade de micronutrientes e de algumas vitaminas, como é o caso do cálcio e da vitamina D, que afetam a densidade mineral óssea e o risco de sofrer com osteoporose e fraturas.
Outra vitamina que deve ser dosada em idosos é a B12, pois não é raro encontrar pacientes com baixas concentrações desta vitamina no organismo. “A dosagem de vitamina B12 deve fazer parte do tratamento de idosos com alterações cognitivas (dificuldade de memorização, organização de idéias e aquisição de conhecimentos) e do diagnóstico diferencial das demências, pois a carência desta vitamina leva a um quadro de alterações comportamentais sugestivas da doença de Alzheimer”, ressalta o médico Dr. Durval.
ABRAN
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