
A culinária nordestina é conhecida no Brasil mais por suas combinações não-convencionais do que propriamente pelo aspecto saudável de seus pratos. De fato, buchada de bode, acarajé, sururu e congêneres não são lá os pratos ideais para quem quer se sentir bem com o corpo.
O grande problema é que a maioria dos pratos leva ingredientes como coco, leite de coco, azeite de dendê, manteiga, ovos, lingüiça e toucinho, alimentos com alta quantidade de gordura saturada e bastante calóricos.
Mesmo os pratos que teoricamente fariam uma boa combinação de proteínas com carboidratos – como carne-de-charque com macaxeira (ou carne seca com mandioca, para os sulistas) – acabam não sendo muito recomendados pelo fato de serem carregados no sal, o que estimula a retenção de líquidos no organismo.
A saída para aproveitar a culinária nordestina é degustá-la em quantidades pequenas e não todo dia. Uma dica é aproveitar que a região é recheada de rios, mares e mangues e comer frutos do mar como o tradicional camarão ou o pitu, camarão de água doce.
Outro alimento que há em abundância no Nordeste são os de origem vegetal, como jerimum (abóbora), abacaxi, acerola, cajá, caju, carambola, ciriguela, coco, goiaba, graviola, jaca, manga, mangaba, maracujá, pitanga, sapoti. Todos são excelentes fontes de carboidratos.
Enfim, se você for ao Nordeste não deixe de provar as delícias da culinária de lá. Ingerir os pratos uma vez ou outra não vão causar grandes danos ao seu corpo. Mas se você mora no Nordeste ou vai freqüentemente para lá, procure evitar os pratos típicos gordurosos e calóricos no dia-a-dia.
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