Um dos grandes segredos dos monges budistas para se livrar do sofrimento é conscientizar-se de que não há uma existência individual. Dizem eles que o “eu”, na verdade, não existe de fato, sendo apenas uma criação de nossas mentes.
Embora seja muito difícil – principalmente para os ocidentais – compreender este fato, de uma coisa não se pode ter dúvidas: se não existisse realmente um “eu”, os conflitos de nosso dia-a-dia tenderiam a zero.
Pense bem. Tudo o que traz sofrimento e apreensão geralmente é causado por conflito de interesses entre você e outra pessoa, entre você e o mundo. Se não houvesse desejo nem aversão a nada, não existiria também o sofrimento.
Uma forma de praticar isso – mesmo que ainda bem distante das mentes iluminadas dos monges – é praticar a generosidade. Colocando os interesses de outras pessoas no mesmo patamar que os nossos, podemos de maneira simples começar a perceber que a felicidade é bem mais fácil de se alcançar.
É importante não confundir generosidade com altruísmo. O altruísta faz o bem ao próximo, porém esperando algo em troca, mesmo que seja notoriedade ou um muito obrigado. O generoso é aquele que procura espalhar o bem pelo mundo sem esperar nada em troca, pois o simples fato de fazer o bem já lhe causa um tremendo bem-estar.
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