
Muitas pessoas vivem em sofrimento. Algumas possuem razões materiais para isso: não possuem as condições mínimas de vida e dessa forma sofrem com fome, doenças, miséria. Outras possuem motivos psicológicos. Possuem condições materiais, mas se sentem instatisfeitas com a vida.
O sentimento de privação é relativo. Uma pessoa que ganha um salário mínimo sente-se privada de não ter um carro. Uma de classe média acha que está privada de ter um carro importado. E um novo rico acha que está privado de ter um iate como seu vizinho milionário.
Uma maneira que muitos orientais encontraram para escapar do sofrimento - sobretudo na Índia e no Butão - foi praticar a equanimidade:
Equanimidade significa serenidade de espírito. É um estado natural e relaxado, a capacidade de experimentar de maneira estável as diferentes situações do mundo físico, das sensações, da mente e dos fenômenos. É caracterizada pela profunda tranqüilidade, completamente livre de oscilações.
Nada paga o preço de estarmos felizes por nós mesmos. Alcançando esse estágio, até mesmo os relacionamentos ficam mais fáceis de se lidar, de pensar usando a razão ao invés do coração. Isso traz uma paz incomensurável.
A ideia da equanimidade é muito forte entre os budistas. Quem adota essa filosofia de vida entende que a fonte de todo o sofrimento vem da ignorância, do apego ao desejo e do apego à aversão. Quem vive na ignorância não percebe que é o apego que traz o sofrimento.
Quando uma pessoa diz “eu quero” ou “eu não quero” está deixando de viver o momento presente para criar - em sua mente - uma idéia de uma vida perfeita que simplesmente não existe no momento. Como a idéia não bate com a realidade, o indivíduo sofre.
Para conseguir esse estado real de equanimidade, no entanto, é preciso praticar. E muito. Monges budistas passam horas e horas do dia meditando. Isso é um treinamento para o cérebero: eles observam os pensamentos e - sejam eles bons ou ruins - procuram não reagir.
No dia-a-dia, o cérebro - treinado - faz com que a pessoa não reaja com excesso aos acontecimentos. Se algo bom ocorre, ela fica feliz no momento e depois passa. Não fica o tempo todo querendo prolongar ou recriar aquele momento de felicidade. O mesmo ocorre com um fato triste. Ambos são impermanentes, como tudo o mais na vida.
Trata-se de uma filosofia de vida que tem sentido lógico, todavia não é fácil de ser empregada. A única maneira é começar a praticar, estudar técnicas de meditação (a técnica Vipassana é a original do Buda histórico) e tentar melhorar dia após dia. O resultado, segundo os entendidos, é uma iluminação que permite viver a vida sempre no momento presente e sem sofrimentos.














Gostei do seu blog!!
continue atualizando sempre…
bjinhos
muito bom, ótimas dicas!