É difícil encontrar alguém que, hoje em dia, não esteja ciente da extrema importância de se alimentar bem, praticar exercícios físicos regularmente, dormir o número adequado de horas e beber muita água. Essas informações estão em todos os cantos e são bombardeadas a todo instante em nossos olhos, seja em livros, revistas, jornais, televisão ou mesmo nas conversas no escritório.
Apesar de tudo isso, ainda é relativamente pequeno o número de pessoas que segue essas determinações. Um dos principais motivos é acreditar que “não tem perfil” para isso. Que “não faz o estilo” de uma pessoa saudável.
A verdade, no entanto, é que podemos adquirir o perfil que quisermos. Vamos perguntar uma situação (creio eu) improvável. Digamos que você não tenha o perfil de surfista. Nunca pegou numa prancha, não gosta do mar, não tem equilíbrio, o que quer que seja. Suponhamos, então, que a partir de hoje você passe a frequentar a praia todos os dias. No terceiro dia, já pega uma prancha. Depois, começa a ler sobre o assunto. Daqui a 15 dias, já se arrisca no mar. E vai repetidamente fazendo isso.
Em dois meses, ou menos, você já terá o “perfil” de um surfista.
É simples assim: se fazemos as coisas, nos tornamos acostumados a ela. Nosso cérebro é uma máquina de adaptação. O que quer que você faça repetidamente acabará fazendo parte, cedo ou tarde, de sua personalidade.
É preciso muito esforço para não ser saudável. É preciso escolher os alimentos errados, comer porcarias que nos dão azia e má digestão, aturar horas e horas de programas de televisão que se repetem indefinidamente. Só não achamos que isso é um esforço porque estamos acostumados.
Se começarmos, mesmo que aos poucos, porém consistentemente, a ir na direação oposta, logo teremos outro perfil. Qual deles você quer escolher?
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