O modelo básico da sociedade capitalista, principalmente em sua classe média, consiste em trabalhar o máximo possível durante os anos mais produtivos da vida de uma pessoa para ter um capital acumulado que o permita viver de renda na velhice. Assim, o que a maioria das pessoas faz é postergar sonhos e lazer para quando chegar a tão sonhada aposentadoria.
O problema é que esse modelo apresenta um grande paradoxo: apenas trabalhar quando se é jovem e se tem energia para curtir a vida e depois apenas ter tempo livre quando já estamos massacrados pelo tempo e com a saúde debilitada. Será que realmente tem que ser assim? Você já pensou em colocar mini-aposentadorias ao longo de sua vida?
O conceito de mini-aposentadorias pode ser entendido como passar algum tempo sem trabalhar em alterância com períodos de trabalho. Obviamente para quem tem um emprego regular com horário fixo isso pode acarretar em demissão, mas talvez seja justamente isso o que você precise para deixar de viver de modo semi-escravo durante 8 horas por dia, 5 dias por semana.
Um modelo interessante, por exemplo, seria trabalhar dois meses e descansar um. Esse um obviamente não pode ser um período de tédio total. Deve haver uma motivação para o mesmo: viajar, aprender outro idioma, iniciar-se em um esporte, fazer uma reforma na casa, fazer um tratamento de beleza, tornar-se vegetariano ou qualquer outra coisa que traga para você aquilo que é essencial para se sentir vivo. Empolgação.
Se você acredita que isso é impossível, a boa notícia é que tem gente fazendo isso. E pouca gente, o que é melhor. Melhor porque a concorrência é menor. Existem milhões de pessoas querendo trabalhar até o esgotamento durante a vida para desfrutar a aposentadoria na velhice, mas pouca gente pensando em fazer mini-aposentadorias ao longo da vida. Ou seja, há espaço para você começar. O que está esperando?
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