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País troca o PIB por índice de Felicidade Interna Bruta

O Butão, um pequeno país budista na Ásia, inovou ao medir seu grau de desenvolvimento não pelo PIB (Produto Interno Bruto) mas sim pelo FIB (Felicidade Interna Bruta).

O PIB é um índice internacionalmente utilizado, que mede a soma de todas as riquezas produzidas por uma nação em determinado período de tempo.

O Butão acredita que não é a riqueza que mede o desenvolvimento de uma país e sim o grau de bem-estar de seus habitantes. Alguma semelhança com os propósitos deste blog não é mera coincidência.

O cálculo do FIB inclui o padrão de vida econômica, educação de qualidade, saúde, expectativa de vida e longevidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, bons critérios de governança, gerenciamento equilibrado e bem-estar psicológico. Os habitantes respondem a um questionário para que o índice possa ser medido.

Algumas prefeituras de interior no Brasil já começaram a adotar ideias semelhantes. E você? Que tal medir como anda o seu índice de felicidade para saber se você está fazendo da sua vida o que realmente deveria estar fazendo dela?


Compre sua quarta-feira e sinta-se bem

A sociedade possui alguns paradigmas que, quando analisados com mais calma, não fazem o menor sentido. Um deles é a relação entre dinheiro e tempo.

Quando somos jovens, temos muito tempo livre e geralmente pouco dinheiro para usufruir das horas vagas. Atingindo a maturidade, começamos a ganhar dinheiro, porém o tempo é quase 100% ocupado com o trabalho para ganhar esse dinheiro. Depois que nos aposentamos, voltamos a ficar com muito tempo livre. E novamente com pouco dinheiro, agora agravado por termos menos saúde.

O resultado pode ser uma vida frustrante do ponto de vista de realizações. Felizmente, algumas pessoas e organizações estão acordando para esse fato e começando a levar uma vida que vale a pena ser vivida. Empresas estão percebendo que tempo livre não é vagabundagem, que os funcionários que desfrutam a vida são mais felizes e, por conseqüência, mais produtivos.

Sentir-se bem passa a ser uma área de interesse não só do trabalhador, mas também do empregador. Uma das empresas que atenta para esse fato é o grupo Semco, liderado pelo empresário Ricardo Semler. Percebendo a estupidez da curva entre tempo livre e dinheiro, a Semco propôs aos funcionários o programa “compre sua quarta-feira”.

Funciona da seguinte maneira: o trabalhador pode comprar quartas-feiras e não ir trabalhar, usando o tempo livre quando ainda tem saúde e dinheiro para fazer o que tiver vontade. Voar de asa delta, tocar violino, ir para a praia ou mesmo passar o dia em frente à televisão. A Secom ganha em ter um empresário mais feliz, que não trabalha mais que dois dias sem ter um feriado no meio. Depois que se aposenta, o trabalhador pode resgatar essas quartas-feiras passando um dia na empresa.

Assim, além de ganhar uma atividade quando está aposentando, a empresa ganha em ter alguém que passou muitos anos lá e tem muita experiência para passar aos trabalhadores mais novos.

Esse é só um exemplo de como podemos melhorar nossas vidas e nos sentirmos bem quando começamos a pensar “fora da caixa”, buscando quebrar paradigmas. O que você está esperando para viver a vida dos seus sonhos?


Homens também querem e merecem se sentir bem

Apesar de todos os avanços dos últimos tempos, ainda vivemos em uma sociedade na qual itens como estética, saúde e beleza são mais associados às mulheres do que aos homens. Mesmo com esse preconceito, entretanto, cresce a cada dia o número de homens interessados em temas como tratamento de pele, cabelo, massagens e outros.

Há algum tempo houve uma confusão entre querer se sentir bem e o chamado metrossexualismo. O metrossexual, na concepção do termo, seria o homem que vive em metrópoles e é extremamente preocupado com a aparência.

Embora não haja nada de errado com isso, não é o que a maioria dos homens precisa. O que eles querem, sim, é se sentir bem, conquistar qualidade de vida. Foi criado então o termo o Übersexual - que seria o homem que, sem perder a masculinidade, se preocupa com beleza também, mas procura alcançar altos níveis de qualidade em todas as áreas de sua vida, incluindo a parte intelectual.

Longe de ser futilidade, as preocupações desses homens modernos abrangem uma vida mais saudável tanto interiormente como exteriormente. Por isso, eles não possuem nenhum receio de utilizar técnicas que os ajudem a atingir seus objetivos, mesmo que sejam técnicas mais associadas às mulheres.

No final das contas, não importa sob qual rótulo, os homens querem e merecem o que todos os seres humanos procuram: viver uma vida plena e feliz.


Precisando se sentir bem? Faça alguém feliz

Quando você estiver em um dia daqueles que sente que está faltando alguma coisa, mas não sabe exatamente o que é, há algo que você pode fazer para suprir essa sensação de vazio. A dica é simples: faça alguém feliz.

Levar um pouco de felicidade para alguém é muito mais simples do que pensamos e pode nos beneficiar diretamente. Você pode, por exemplo, dar um presente a alguém. Pode dar comida a quem não tem o que comer. Na verdade, você não precisa nem gastar nada: fale com um colega de trabalho e elogie ele ou algo que ele esteja fazendo.

Um abraço em um amigo, um beijo em um parente ou cônjuge, um sorriso para um transeunte qualquer. O fato de você fazer alguém feliz vai gerar uma energia positiva. O bom dessa história toda é que essa energia positiva não vai somente para a pessoa que você está fazendo feliz naquele momento. A energia reflete em você também e a felicidade vai contagiar seu corpo também.

Há muitos anos, o músico Jimmy Durante lançou uma música chamada “Make Someone Happy” (Faça alguém feliz). A letra fala justamente de como algumas atitudes simples que você pode tomar fazem o dia de alguém ser mais feliz. A música termina dizendo “Make someone happy, make just someone happy, and you will be happy too” (Faça alguém feliz, faça somente alguém feliz, e você será feliz também).